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Entenda a importância do corretor no controle do transporte de cargas

Por Flademir Lausino de Almeida

De acordo com o último recadastramento da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o País conta com 100.000 corretores, pessoas físicas e jurídicas, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Esses profissionais prestam serviços em diversos áreas, assim como nos setores de transporte de cargas e seguradoras.


Hoje, segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT), a maior parte da matriz do transporte de cargas no País, cerca de 60%, concentra-se no rodoviário. E infelizmente, o roubo de cargas ainda continua alto. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), o Brasil teve mais de 18. 000 roubos de cargas em 2019 com perdas no valor de R$ 1,40 bilhão.

Para controlar e evitar prejuízos, em todo o território nacional, as movimentações de cargas devem ter um seguro em casos de roubos e acidentes, sendo obrigatório o seguro de responsabilidade civil.

Neste cenário, o corretor de seguros torna-se um profissional cada vez mais importante no dia a dia em relação ao controle desses processos às transportadoras. Entre várias funções que possui destacam-se: manter as empresas transportadoras informadas no cumprimento dos itens acordados em suas apólices; destino logístico de suas cargas; tipos de materiais transportados; localidade; valores da mercadoria e principalmente na agilidade caso ocorra algum tipo de acidente ou roubo da carga.

Hoje, com o avanço da tecnologia, o sistema de Averbação Eletrônica para o Transporte de Cargas oferece todas essas informações para que a função do corretor se torne ainda mais ágil.

A averbação de cargas é um procedimento obrigatório! As empresas ao contratarem o seguro da carga devem informar eletronicamente à companhia seguradora as particularidades do frete e da mercadoria transportada. Essa atividade é estabelecida pela resolução 247 da SUSEP, que obriga a contratação de responsabilidade civil (RCTR-C) e a averbação de cada embarque antes do início da viagem. Caso ocorra um sinistro e existam documentos não averbados (ou averbados após a viagem), a seguradora tem o direito de recusar a indenização.

Além disso, a ANTT torna obrigatório informar o número de averbação dos Conhecimentos de Transportes (CT-es) ou Nota Fiscal Eletrônica para a emissão do Manifesto Eletrônico de cargas 3.0, ou seja, não é possível emitir o MDF-e sem a averbação dos documentos que estão relacionados nele, conforme resolução CNSP 361 publicada em junho de 2018, passou a ser obrigatório o envio do MDF-e para a companhia de seguro antes do início da viagem.

Artigo desenvolvido por Flademir Lausino de Almeida, sócio diretor da AT&M Tecnologia, responsável por mais de 90% das cargas averbadas no País. A empresa atende mais de 25 mil transportadoras e embarcadores, 22 seguradoras e 800 corretoras de seguros. Possui infraestrutura tecnológica que processa mais de 100 milhões de documentos averbados por mês. É a única empresa no segmento que oferece Suporte Técnico 24 horas, todos os dias da semana, sem interrupção! Desde 2018, informa ao mercado, a média mensal de R$500 bilhões em movimentação de cargas.

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